Está sentada no chão de cimento, junto à escada e ao elevador que dão acesso ao centro comercial, uma caixita de cartão ao lado, uma criança de colo resguardada num pequeno cobertor puído, os olhos suplicantes no chão de cimento, a dignidade em farrapos no chão de cimento e a esperança e o menino, no chão de cimento.
Estendo o braço, deposito-lhe uma moeda na mão. Olho de relance, junto da caixa, uma folha de papel explicando necessidades, expondo misérias na esperança de uns cêntimos. Vidas humanas caídas no chão de cimento, e uma vontade em mim (o egoísmo?) de sair dali depressa.
sexta-feira, 21 de março de 2008
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